Ir para o conteúdo
Clínica Dra. Sandra Doria Xavier Agendar consulta

Ronco e Apneia do Sono

Ronco e Apneia do Sono Podem Representar Riscos Sérios à Sua Saúde


Riscos à saude fatores de risco como diagnosticar? TRATAMENTOS
Agendar consulta

Ronco e Apneia do Sono Podem Representar Riscos Sérios à Sua Saúde

Roncar à noite não é algo normal, e pode ser muito mais do que um incômodo para quem dorme ao seu lado.
Durante anos, o ronco foi tratado apenas como um problema social. Hoje sabemos que ele pode ser o principal sinal de uma condição grave e silenciosa: a Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS).

Essa síndrome é caracterizada por interrupções repetidas da respiração enquanto você dorme, muitas vezes acompanhadas por roncos intensos. Esses episódios de apneia prejudicam o descanso profundo e podem desencadear problemas sérios de saúde, como:

  • Fadiga constante e sonolência diurna

  • Dificuldade de concentração e perda de memória

  • Hipertensão e arritmias cardíacas

  • Infarto do miocárdio e AVC

  • Risco aumentado de morte súbita durante o sono

A boa notícia é que a apneia do sono tem tratamento, e quanto mais cedo for diagnosticada, menores os impactos à sua saúde.


Você ronca ou sente muito cansaço ao acordar?

Esses podem ser sinais de que seu sono está sendo interrompido sem que você perceba.
Na Clínica Profa. Dra. Sandra Doria Xavier, realizamos uma avaliação especializada em medicina do sono, com exames modernos como a polissonografia domiciliar, para diagnosticar e tratar esses distúrbios com precisão.

Apneia do Sono: Um Perigo Silencioso Para o Coração, Cérebro e Qualidade de Vida

Estudos recentes confirmam: a apneia obstrutiva do sono não compromete apenas o descanso noturno, mas representa um risco direto à saúde cardiovascular e metabólica.
Segundo Drager et al. (J Am Coll Cardiol, 2013), há uma forte relação entre as pausas respiratórias durante o sono e o desenvolvimento de hipertensão, arritmias, infarto, AVC e até morte súbita.


Por que a apneia é tão perigosa?

Durante o sono, as vias aéreas superiores, especialmente a faringe, podem sofrer um fechamento parcial ou total, impedindo temporariamente a passagem do ar.
Fatores como obesidade, flacidez muscular, alterações anatômicas ou aumento de amígdalas contribuem para esse colapso das vias respiratórias.

A cada episódio de apneia, o organismo entra em alerta: há uma queda nos níveis de oxigênio, seguida de uma descarga de adrenalina para reverter a situação.
Isso provoca:

  • Aumento súbito da frequência cardíaca

  • Elevação da pressão arterial

  • Estresse cardiovascular repetitivo

Imagine esse processo ocorrendo 10, 20 ou até 30 vezes por hora, durante toda a noite.
Esse padrão leva à fragmentação do sono e transforma a apneia em um gatilho silencioso para doenças graves.


Consequências no dia a dia

Além dos riscos cardíacos e neurológicos, os efeitos da apneia aparecem também durante o dia:

  • Sonolência excessiva

  • Fadiga constante

  • Dificuldade de concentração e memória

  • Risco aumentado de acidentes de trânsito e trabalho

  • Queda de desempenho profissional e escolar

Esses microdespertares, muitas vezes imperceptíveis ao paciente, impedem que o sono seja reparador, o corpo dorme, mas não descansa.


Em crianças, o impacto é ainda mais grave

Durante o sono profundo, o organismo libera o GH (hormônio do crescimento), essencial para o desenvolvimento físico infantil.
Se a criança sofre com apneias noturnas, o sono não atinge suas fases profundas, podendo prejudicar:

  • Crescimento adequado

  • Desempenho escolar

  • Comportamento e desenvolvimento cognitivo

Diagnóstico da Apneia do Sono: Reconheça os Sinais e Busque Avaliação

A Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) pode se manifestar de formas diferentes em crianças e adultos. Em muitos casos, os sinais são súteis e passam despercebidos pelo próprio paciente, sendo notados principalmente por familiares ou parceiros.


Em Crianças: Sinais Clínicos Comuns

Durante o sono:

  • Sono inquieto, com muitos movimentos na cama

  • Respiração ruidosa e roncos noturnos

  • Boca aberta ao dormir, com respiração oral

  • Babar no travesseiro

  • Episódios observados de parada respiratória

Durante o dia:

  • Irritabilidade, agitação ou comportamento hiperativo

  • Agressividade incomum

  • Desempenho escolar insatisfatório ou queda no rendimento

  • Cansaço mesmo após uma noite de sono

Importante: A apneia do sono em crianças pode prejudicar o crescimento por impedir a liberação adequada do hormônio GH, que ocorre durante o sono profundo.


Em Adultos: Sinais de Alerta

  • Roncos intensos e frequentes

  • Paradas respiratórias percebidas pelo cônjuge ou acompanhante

  • Fadiga ao acordar, mesmo após várias horas de sono

  • Sonolência durante o dia, falta de energia

  • Dificuldade de concentração e produtividade

Nem sempre todos os sintomas estão presentes. Em muitos casos, o quadro é silencioso, e o diagnóstico só é possível após relato de quem observa o sono do paciente. Não ignore os sinais!


Diagnóstico por Polissonografia

A polissonografia é o exame mais preciso para diagnosticar a SAOS. Ele avalia uma série de parâmetros fisiológicos enquanto o paciente dorme, permitindo identificar:

  • Presença e gravidade da apneia

  • Quantidade e intensidade dos roncos

  • Movimentos corporais anormais

  • Quedas de oxigênio no sangue

  • Alterações cardíacas e arritmias

  • Fases e duração do sono (com uso de EEG)


Polissonografia Domiciliar: Conforto com Alta Precisão

A polissonografia pode ser realizada em um laboratório ou na casa do paciente, com equipamentos modernos e acompanhamento técnico. Na Clínica Sandra Doria Xavier, trabalhamos com os dois modelos principais:

Polissonografia Cardiorrespiratória (Simplificada)

  • Avalia fluxo aéreo, frequência cardíaca, esforço respiratório e oxigenação.

  • Indicado para triagem e casos mais simples.

Polissonografia Tipo 2 (Completa)

  • Inclui todos os parâmetros do exame laboratorial, incluindo eletroencefalograma (EEG).

  • O EEG permite saber se o paciente realmente dormiu, quanto tempo dormiu e quais fases do sono foram atingidas.

  • Indicado para diagnóstico completo e casos complexos.

Vantagem: O exame é feito no conforto do seu quarto, com seu colchão, travesseiro e ambiente habitual, o que proporciona dados mais naturais e representativos do seu sono.


Evidência Científica

Estudos comprovam a eficácia e confiabilidade da polissonografia domiciliar:

  • Bruyneel & Ninane (2013) destacam a precisão da abordagem domiciliar na identificação de distúrbios respiratórios do sono.

  • Banhiran et al. (2014) confirmam a viabilidade, acurácia e confiabilidade da Polissonografia Tipo 2 realizada em casa.

Tratamentos para Ronco e Apneia do Sono

Abordagem personalizada com base em exames clínicos e polissonografia

O tratamento da apneia obstrutiva do sono (SAOS) e do ronco deve ser sempre individualizado, considerando a anatomia do paciente, seu estilo de vida, o resultado da polissonografia e a avaliação clínica feita por um médico otorrinolaringologista.


Cuidados Iniciais e Mudanças no Estilo de Vida

Em muitos casos, mudanças comportamentais já trazem benefícios importantes:

  • Perda de peso: Reduz a compressão nas vias aéreas e melhora a qualidade respiratória durante o sono.

  • Atividade física regular: Ajuda na perda de peso e fortalece a musculatura da faringe.

  • Evitar sedativos e álcool à noite: Essas substâncias relaxam ainda mais a musculatura da garganta, piorando o quadro.


Avaliação Clínica: Exame Físico e Indicação Cirúrgica

O papel do otorrinolaringologista é central nesse processo. Através do exame de nasofibrolaringoscopia, é possível identificar obstruções anatômicas nas vias aéreas superiores, como:

  • Desvio de septo nasal

  • Hipertrofia dos cornetos nasais (carne esponjosa)

  • Aumento das amígdalas e adenoides

  • Língua volumosa

  • Colapso faríngeo lateral ou anteroposterior

Sonoendoscopia: em alguns casos, utiliza-se esse exame complementar sob sedação leve, simulando o sono do paciente para localizar com mais precisão o ponto de colapso respiratório.

Se for identificada uma alteração anatômica significativa, a cirurgia pode ser indicada. Caso contrário, segue-se com o plano terapêutico não cirúrgico.


Tratamentos Não Cirúrgicos

Aparelho Intraoral

Indicado para ronco isolado ou apneia leve, é confeccionado por dentistas especializados e tem como função avançar levemente a mandíbula, facilitando a passagem de ar pela garganta durante o sono.

  • Requer acompanhamento regular

  • Alta taxa de adesão em casos leves

  • Pode ser uma alternativa ao CPAP

CPAP (Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas)

Principal tratamento para apneia moderada a grave, o CPAP mantém as vias aéreas abertas através de uma pressão de ar contínua por meio de uma máscara nasal ou oronasal.

  • Eficaz na eliminação do ronco e da apneia

  • Melhora imediata da sonolência diurna

  • Requer adaptação inicial e escolha adequada da máscara

Existem diferentes modelos de máscara, e a escolha ideal deve ser feita com auxílio de um fisioterapeuta do sono para garantir conforto e adesão ao tratamento.


Tratamentos Cirúrgicos

A cirurgia pode ser indicada quando o exame clínico ou a sonoendoscopia revela obstruções específicas. Os principais procedimentos incluem:

Septoplastia

Correção do desvio do septo nasal, facilitando a passagem do ar pelas narinas.

Turbinectomia Inferior

Redução dos cornetos nasais, responsáveis por obstruções crônicas.

Faringoplastia Expansora

Procedimento moderno que reposiciona as estruturas da garganta, ampliando o espaço aéreo.
Mais eficaz e menos agressiva que a tradicional Uvulopalatofaringoplastia
Taxas de sucesso superiores a 90% (referência: Carrasco-Llatas et al., 2015)

Avanço Maxilo-Mandibular

Cirurgia ortognática em que a mandíbula e maxila são avançadas para abrir espaço na via aérea.
Indicada para casos anatômicos complexos
Realizada em ambiente hospitalar sob anestesia geral


Compromisso com o Sucesso do Tratamento

A adesão ao tratamento da apneia depende não só da técnica utilizada, mas da compreensão do paciente sobre os riscos da doença.
Quando não tratada, a SAOS está associada a:

  • Infarto

  • Arritmias

  • Acidentes vasculares cerebrais

  • Morte súbita noturna

O acompanhamento médico contínuo e o engajamento do paciente são essenciais para o sucesso do tratamento, seja ele clínico ou cirúrgico.


Falar no WhatsApp