10 de outubro de 2026 · 4 min
Ronco em criança é normal? Quando o ronco precisa ser investigado
Quando o ronco infantil é passageiro, quais sinais pedem avaliação e o que pode estar por trás do ronco frequente.
Bruxismo e apneia do sono podem aparecer juntos: em parte das pessoas, os episódios de ranger ou apertar os dentes acontecem logo depois das pausas na respiração, quando o cérebro desperta rapidamente para retomar o fôlego. Nem todo mundo que range os dentes tem apneia, e nem todo mundo com apneia tem bruxismo. Mas, quando os dois sinais estão presentes, vale investigar o sono e não tratar apenas os dentes.
Bruxismo do sono é o hábito involuntário de ranger ou apertar os dentes enquanto se dorme. Muitas vezes a própria pessoa não percebe. Quem nota é quem dorme ao lado, pelo barulho, ou o dentista, pelo desgaste dos dentes.
Os sinais mais comuns são dor ou cansaço na mandíbula ao acordar, dor de cabeça pela manhã, sensibilidade nos dentes e desgaste ou trincas no esmalte.
Existe também o bruxismo em vigília, que é apertar os dentes durante o dia, muitas vezes em momentos de concentração ou tensão, sem perceber. Ele tem características próprias e costuma estar mais ligado a hábitos e ao estado emocional.
O bruxismo do sono acontece sem nenhum controle consciente, enquanto a pessoa dorme, e está relacionado ao funcionamento do próprio sono. É esse tipo que pode aparecer junto com a apneia, e é por isso que ele merece um olhar para a noite toda.
Na apneia obstrutiva do sono, a garganta se fecha parcial ou totalmente durante o sono e a respiração para por alguns segundos. Cada pausa costuma terminar com um microdespertar, um despertar tão curto que a pessoa nem lembra no dia seguinte.
O bruxismo do sono também está ligado a esses microdespertares. Por isso, uma das explicações estudadas para a relação entre os dois é que, em algumas pessoas, o ranger dos dentes acompanha o despertar que encerra a pausa respiratória. A relação ainda é pesquisada e não vale para todos os casos, mas é forte o suficiente para que a presença de um sinal faça o médico perguntar pelo outro.
Tratar só o desgaste dos dentes, sem olhar para o sono, pode deixar uma apneia sem diagnóstico. Quando o bruxismo vem junto com ronco ou cansaço, a pergunta certa é: como está a respiração durante a noite?

Se você reconhece mais de um desses sinais, vale ler também sobre ronco e apneia do sono e os sinais de alteração do sono.
A avaliação costuma envolver dois profissionais. O dentista examina os dentes, a articulação da mandíbula e a musculatura da face. O médico do sono investiga a respiração e a qualidade do sono. Saiba mais sobre a medicina do sono.
O exame que avalia as duas coisas ao mesmo tempo é a polissonografia. Ela registra a respiração, a oxigenação, os despertares e a atividade dos músculos, o que permite ver se os episódios de bruxismo coincidem com as pausas respiratórias. O exame pode ser feito em laboratório ou em casa, na polissonografia domiciliar.
O tratamento depende do que a investigação mostrar. A placa usada à noite protege os dentes do desgaste, mas não trata a apneia. Quando existe apneia, ela tem tratamento próprio, definido pelo médico conforme a gravidade e a causa. Quando as duas condições aparecem juntas, o ideal é que dentista e médico do sono planejem o cuidado em conjunto.
Hábitos que favorecem o sono também ajudam: horário regular, menos álcool e cafeína à noite e um quarto tranquilo. Veja 10 dicas para você dormir melhor.
Pode. Em parte das pessoas, o ranger dos dentes acontece junto com os microdespertares que encerram as pausas respiratórias. Quando há bruxismo com ronco ou cansaço, vale investigar o sono.
Não. O bruxismo tem outras causas e muita gente que range os dentes não tem apneia. A investigação mostra se as duas condições estão presentes.
Não. A placa protege os dentes do desgaste, mas não resolve as pausas na respiração. A apneia tem tratamento próprio, definido pelo médico.
A polissonografia. Ela registra a respiração, a oxigenação, os despertares e a atividade muscular durante a noite, e pode ser feita em laboratório ou em casa.
O dentista avalia os dentes e a mandíbula, e o médico do sono, que pode ser otorrinolaringologista, investiga a respiração. O ideal é que os dois conversem.
O estresse é um dos fatores associados ao bruxismo, mas não é o único. Por isso, mesmo quando há estresse, vale observar se existem sinais de alteração respiratória no sono.
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